
RESENHA
LUCKESI, C.CARLOS. Avaliação da aprendizagem escolar. 12ª ed. São Paulo: Cortez, 2002.
Andréa Mendes
Cíntia dos Santos
Edneyde Gomes
Elane Borges
Maria da Conceição ²
Luckesi, doutor em educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), aborda em seu livro “Avaliação da Aprendizagem Escolar”, um conjunto de artigos que foram publicados ao longo de anos de trabalho. Neles se fazem presentes estudos críticos sobre a prática da avaliação da aprendizagem na escola, bem como proposições e encaminhamentos,
O livro é dividido em nove capítulos que são: Avaliação da Aprendizagem Escolar: apontamentos sobre a pedagogia do exame; Avaliação Educacional Escolar: para além do autoritarismo; Prática Escolar: do erro como fonte de castigo para o erro como fonte de virtude; Avaliação do Aluno: a favor ou contra a democratização do ensino?; Verificação ou Avaliação: o que a pratica a escolar?; Planejamento e Avaliação na Escola: articulação e necessária determinação ideológica; Por uma prática docente crítica e construtivista; Planejamento, Execução e Avaliação no Ensino: a busca de um desejo e Avaliação da Aprendizagem Escolar: um ato amoroso.
Desta maneira o autor, busca fazer com que os docentes analisem e reflitam sobre sua prática pedagógica em sala de aula, no que diz respeito à avaliação da aprendizagem escolar.
Para Luckesi (2002), a prática de avaliação da aprendizagem escolar ganhou um espaço amplo no processo de ensino, onde esta passou a ser direcionada por uma “pedagogia do exame”. Com base nisso, o autor enfatiza que os cursinhos treinam os alunos para resolverem provas para passar no vestibular.
Concorda-se com o autor, quando fala que o sistema de ensino está interessado nos percentuais de aprovação/ reprovação dos educandos, e não na qualidade do ensino. Reforçando esta idéia Luckesi (2002, p. 18) explana que “o nosso exercício pedagógico escolar é atravessado mais por pedagogia do exame que por uma pedagogia do ensino/aprendizagem”.
Cabe ressaltar que tanto pais como alunos tem sua atenção centrada na promoção, onde o que prevalece são as notas para garantir a passagem de uma série para outra, não importa se estas notas expressam ou não uma aprendizagem satisfatória. O autor critica a maneira como os professores utilizam as provas dentro do contexto da sala de aula, a esse respeito o mesmo afirma que “os professores elaboram provas para provar os alunos e não para auxiliá-los na sua aprendizagem; por vezes, ou até em muitos casos, elaboram provas para reprovar seus alunos” (LUCKESI, 2002, p. 21), isso acontece muitas vezes por meio de ameaças e torturas com objetivo de fazer com que os aducandos estudem por intermédio do medo.
O autor justifica que esses fatos ocorrem desde a pedagogia jesuítica que centralizava-se no ensino eficiente que tinha como objetivo uma hegemonia católica. Luckesi (2002), também destaca a pedagogia comeniana que se instaurou a partir da didática magna, em contraposição as ideias do clero e a nobreza. Comênio procurou modificar o sistema de ensino, porém não teve muito êxito, pois manteve o ensino transmissor de conteúdos. Ele acreditava que medo seria um verdadeiro aliado no processo ensino/aprendizagem.
O autor salienta que a pedagogia do exame traz algumas conseqüências que são: a pedagógica, a psicológica e a sociológica. Com relação à pedagógica ele enfatiza que esta centraliza-se no exames e não ajuda os discentes na construção do conhecimento. A psicológica por sua vez, induz os educandos a ser submissos para que possam fazer o que a sociedade impõe.
Por fim, a sociológica que segundo o autor, contribui para a seletividade social, visto que as avaliações são feitas mais com intuito de reprovar do que aprovar contribuindo assim, para esta seletividade.
Segundo Luckesi (2002), o autoritarismo é um elemento de garantia de modelo social, daí a prática de avaliação manifesta-se de forma autoritária.
Neste contexto, a avaliação está a serviço de uma prática pedagógica, que entenda e se preocupe com a educação como mecanismo de transformação social.
Desse modo pode-se dizer que o modelo liberal e conservador produziram três pedagogias distintas relacionadas entre si, porém com o mesmo objetivo, que é permanecer nas formas dos padrões sociais. Luckesi escreveu em um dos seus artigos (1978), que” [...] a avaliação é um julgamento de valor sobre manifestações relevantes da realidade, tendo em vista uma tomada de decisão”.
Segundo o autor, o juízo de valor significa que o objeto avaliado será mais satisfatório quanto mais se aproximar do ideal estabelecido. Neste sentido a avaliação é uma tomada de decisão, quer dizer uma posição sobre o objetivo avaliado, como é o caso da aprendizagem. Sendo assim, a avaliação educacional escolar é um instrumento tradutor da atual pedagogia, que por sua vez, apresenta um modelo social, e se não houver mudança no processo de avaliação, não poderá ter um acompanhamento do corpo teórico e prático.
Por fim entende-se que o educador que se preocupa com sua prática educacional, terá um bom direcionamento no que se refere à educação, porque o processo de avaliação não poderá ser uma ação mecânica, e sim dinâmica e processual favorecendo o discente em sua aprendizagem.
De acordo com Luckesi (2002), os erros nas instituições escolares têm sido utilizados com fonte de castigo e não como fonte de construção de conhecimento (virtude). A esse respeito Luckesi (2002, p.48), ratifica que: “as condutas consideradas como erro tem dado margem, na prática escolar, tanto no passado como no presente, as mais variadas formas de castigos por parte do professor, indo desde as mais sutis.” Cabe ressaltar que esses castigos foram mudando à medida que surgiram novos métodos de ensino.
O autor critica o modo como o professor conduz as suas aulas, onde este, não está interessado em descobrir quem sabe sobre o conteúdo, e sim quem tem dificuldade para poder castigá-lo e constrangí-lo perante os colegas. Sendo assim, o professor utiliza a vergonha, o medo e a tortura para fazer com os alunos estudem. Geralmente o castigo é utilizado quando o discente não cumprir regras da escola.
Contudo, o erro poderia ser visto como fonte de virtude, ou seja, de aprendizagem significativa. Por isso, a avaliação na deveria ser fonte de decisão sobre o castigo, mas decisão sobre os caminhos do crescimento sadio e feliz.
Enfim, o erro não é para condenar ninguém, mas para vim a fortalecer o aprendizado do aluno. Partindo desse pressuposto o educador poderá trabalhar o erro de forma positiva, pois este quando mediado de maneira correta, tende a contribuir para o crescimento dos alunos.
Para Luckesi (2002), a questão da avaliação do aluno também está relacionada à democratização do ensino, a qual implica no acesso, na permanência e na terminalidade referente à educação escolar. A sociedade contemporânea exige escolaridade a todos os cidadãos, para que estes usufruam dos bens construídos. Desse modo, a escolarização em si não possibilita a devida clareza e entendimento, mas certamente eleva-se ao patamar de compreensão e ação.
O elemento que define a democratização do ensino é de que o aluno possa permanecer na escola até sua terminalidade, que segundo a lei que rege a educação no país, prevê oito anos no mínimo para a formação básica do cidadão, podendo isso ficar a critério das condições legais.
Com relação a esse parâmetro, verifica-se o comprometimento do processo de avaliação com questão da democratização do ensino, onde a avaliação da aprendizagem possui em papel importante, pois se esta se der de forma mal conduzida, poderá levar o aluno a repetência, e conseqüentemente a evasão.
Assim, a atual prática da avaliação escolar se contradiz com a democratização do ensino, visto que ela não tem colaborado para que o aluno permaneça na escola, bem como a sua promoção qualitativa.
Com base nisso, através da prática arbitrária da avaliação, muitas vezes cercea-se o aluno da sua capacidade de decidir, da sua criatividade. Seria antidemocrático com os alunos à medida que o sistema reprova ou aprova por algo que não é essencial a aprendizagem escolar. Diante desse pressuposto, verifica-se que a atual prática de avaliação escolar não viabiliza o processo de democratização do ensino.
A avaliação da aprendizagem adquire sentido a partir da coesão entre o projeto pedagógico e o projeto de ensino, tendo em vista que ela dá subsídio para garantir se está se obtendo resultados com a construção do conhecimento. Segundo o autor, torna-se necessário para o educando obter a nota precisa para a sua promoção escolar, não especificamente sua aprendizagem.
Para Luckesi (2002), a avaliação da aprendizagem destina-se na tomada de decisão, no sentido de construir com os educandos os conhecimentos que possibilite o seu efetivo desenvolvimento. Segundo o autor, a verificação define-se como a configuração formada pelos dados da prática escolar. Diante dessa perspectiva, a avaliação só terá espaço a partir da dinâmica da aprendizagem por parte do educando, ou seja, a avaliação é o diagnóstico dos resultados finais, ela é dinâmica, enquanto que a verificação é a configuração dos resultados finais, é estática.
Partindo desse princípio, notas e conceitos expressam a qualidade atribuída a aprendizagem dos educandos, observando-se que na ação não é aprendizagem que é necessária, mas sim a nota. Com base nisso, a prática da avaliação da aprendizagem só terá sentido pleno se alcançar o seu papel significativo na produção de um ensino-aprendizagem satisfatório.
Segundo o autor o planejamento e avaliação na escola têm alguma intencionalidade no qual traz como exemplo a ação humana. O ser humano pode agir de forma aleatoriamente ou de modo planejado, pois o homem se contenta com uma forma natural de ser, ele tem necessidade de modificar o meio para satisfazer suas necessidades, já os animais precisam da natureza como ela é para garantir sua sobrevivência. Porém, apesar do homem agir aleatoriamente, quando necessário, também ele pode se planejar para buscar a satisfação de suas necessidades agindo por intencionalidade fazendo da natureza a sua maior forma de sobrevivência, mas pode trazer conseqüências tanto negativa como positiva não só para a natureza como o mundo social.
Sabe-se que o ato de planejar é importante, porque é com bases no planejamento que se projetam fins e se estabelecem meios para atingi-los. Nesse sentido, o que se observa é o planejamento como uma técnica neutra. Ratificando esta idéia Luckesi (2002, p.115) fala:
O ato de planejar, assim assumido, deixará de ser simples estrutura de meios e recursos, para torna-se o momento de decidir sobre a construção de um futuro. Será o momento de dimensionar.
Nesse contexto é importante que os educadores pensem no futuro, e elabore esse planejamento de acordo com as mudanças que vem ocorrendo na sociedade. Esse planejamento deve ser elaborado coletivamente, fazendo parte de todo o corpo docente e discente da escola, decisões individuais não são suficiente para construir bons resultados na prática que é coletiva. Por esse motivo avaliação é fundamental para identificar impasses e encontrar caminhos para superá-los.
Com relação à prática docente crítica e construtiva o autor, levanta algumas discussões e procedimentos que serão apresentados com o objetivo de que os alunos aprendam e se desenvolvam, individual e coletivamente. Além de que, no ponto de vista do sistema educativo (governo federal, estadual e municipal) e dos professores, “é preciso estar interessado em que o educando aprenda a ser desenvolva individual e coletivamente”. Mesmo que o objetivo da ação educativa seja ela qual for deveria ser de interesse que o discente se desenvolva individualmente e com os colegas. Entretanto, os dados estatísticos constatam o contrário, porque o sistema não está comprometido com o desenvolvimento dos educandos, pois os dados de repetência, evasão escolar e analfabetismo, demonstram claramente essa falta de acompanhamento tanto dos governantes quanto do sistema educativo, desse modo ainda se ouve muitas reclamações dos professores pelos corredores. Para Luckesi (2002, p.122).
A democratização da educação escolar como meio desenvolvimento do educando do ponto de vista coletivo e individual, sustenta-se em três elementos básicos: acesso universal do ensino e permanência na escola, qualidade satisfatória instrução.
Com base nesses entende-se que a sociedade não está comprometida com o desenvolvimento do educando principalmente das camadas populares. No que diz respeito ao desenvolvimento do aluno que é um fator primordial a base da formação do cidadão é através da educação que o cidadão vai assumir uma postura uma postura na sociedade, então cabe a escola trabalhar para o desenvolvimento cognitivo do aluno, respeitando seu conhecimento de mundo que serve como elementos que o professor pode estar trabalhando com o seu aluno, pois cada pessoa tem hábitos e habilidades diferentes, no qual o professor tem que facilitar a autonomia, fazendo com que os alunos sejam capazes de desenvolver convicções morais, sociais, políticos e metodológicos.
Nesse sentido, o autor fala que determinados valores são fundamentais para uma boa prática pedagógica, para que isso ocorra é necessário que o professor procure melhor mediação para o desenvolvimento do aluno.
Luckesi (2002) ratifica que os conteúdos socioculturais, com suas respectivas metodologias servem de suporte para o desenvolvimento de habilidades e hábitos, formando a personalidade dos educandos como sujeitos ativos e criativos. Desse modo o respeito às culturas é fundamental para a formação dos cidadãos, através dessa interação os discentes terão uma melhor assimilação dos conteúdos socioculturais. Sabe-se que existem duas formas de aprendizagem uma que se dá espontânea e informalmente e a outra é a intencional e sistemática. A aprendizagem espontânea são as informações que são adquiridas no dia-a-dia. Já a intencional por sua vez, é aquela que o aluno aprende no ambiente escolar.
O autor aborda também neste texto, o processo de assimilação ativa dos conhecimentos apresentando elementos fundamentais para o processo de ensino-aprendizagem os quais são: assimilação receptiva de conhecimentos, exercitação de conhecimentos e metodologias e visões de mundo. Para que isso ocorra é necessário que o educador exerça seu papel de mediador, usando método eficaz com exposição, produção, pesquisas entre outras atividades. Daí a importância das tarefas da prática docente ser planejadas, executadas e avaliadas objetivando obter os resultados esperados. A esse respeito Luckesi (2002, p.149) elucida que:
O planejamento define os resultados e os meios a serem atingidos; a execução constrói os resultados; e a avaliação serve de instrumento de verificação dos resultados planejados que estão sendo detidos, assim como para fundamentar decisões que devem ser tomados para que os resultados sejam construídos.
Portanto, a prática docente crítica exige comprometimento com os objetivos políticos da educação, assim como o exercício profissional docente com competência científica e tecnológica suficiente para transformar o objetivo políticos em resultados específicos.
Para Luckesi (2002) Planejamento, Execução e Avaliação são recursos da busca de um desejo, onde o professor deve estar ciente de que a falta desse desejo em nossa vida sentimental, social e profissional, que é a que nos interessa no momento, poderá comprometer os resultados esperados. O autor ainda fala sobre a entrega ao trabalho e que o mesmo deverá ser prazeroso. A forma de se ver o trabalho somente como meio de sobrevivência deve ser abonado, mas deve-se olhá-lo como um centro de desenvolvimento e de satisfação. Para Luckesi (2002, p.156):
O trabalho nos permite realizar o nosso potencial de forma plena, abrindo-nos para a variedade infinita de experiências que existe mesmo nas atividades mais mundanas. Por meio do trabalho, podemos aprender a usar nossa energia com sabedoria, de modo que todas as nossas ações passem a ser frutíferas e enriquecedoras.
No entanto sabe-se que para muitos o trabalho tem sido um peso, e que o desejo de livrar-se dele é uma coisa muito natural, quer seja quando o dia acaba ou mesmo com a chegada da aposentadoria. Nisso compreende-se que há uma necessidade de mudança de atitude com relação ao trabalho.
No que diz respeito a satisfação desse trabalho Luckesi nos fala sobre a necessidade de se planejar, e quando se trata da ação pedagógica o planejamento de ensino exige do educador um conhecimento seguro sobre o que se deseja fazer com a educação, seus valores, um conhecimento histórico-sociais do aluno, a teoria de sua personalidade e um conhecimento da ciência que ensina. Objetivando com isso um embasamento para que se faça uma avaliação da aprendizagem escolar com resultados satisfatórios. Com relação ao planejamento e avaliação Luckesi (2002, p. 165) diz:
">Enquanto o planejamento traça previamente os caminhos, a avaliação subsidia os redirecionamentos que venham a se fazer necessários no percurso da ação. A avaliação é um ato de investigar a qualidade dos resultados intermediários ou finais de uma ação, subsidiando sempre sua melhora.
Assim o planejamento e a avaliação cooperam juntamente para que o professor possa continuar ou mudar a direção de seu trajeto, isso dependerá se o resultado de sua avaliação for positivo ou negativo. Luckesi (2002) então qualifica a avaliação como uma forma de diagnosticar tanto o trabalho do professor como a aprendizagem do aluno.
Em seu ultimo capítulo o autor descreve que durante muito tempo, e que ainda hoje, a avaliação é exercitada em nas escolas como forma de ameaçar, de autoridade e de seleção. Porém, para ele já é chegado o momento de se encarar a avaliação como um ato amoroso. Ele diz: “Quero clarificar como o ato de avaliar a aprendizagem, por si, é um ato amoroso. Entendo que o ato de avaliar é, constitutivamente, amoroso”. Luckesi (2002, p. 168). Por outro lado, apesar de se constatar que a avaliação pode e deve oferecer um modo eficiente de se ensinar, a sociedade continua a exigir das escolas provas e exames que tem a finalidade de classificar o aluno em termos de aprovação ou reprovação e por isso é uma prática seletiva. Enquanto Luckesi (2002, p. 172) calorosamente afirma: “Defino a avaliação da aprendizagem como um ato amoroso, no sentido de que a avaliação, por si, é um ato acolhedor, integrativo, inclusivo”.
Luckesi considera que o uso da avaliação na escola tem dois objetivos: auxiliar o educando no desenvolvimento pessoal, a partir do processo de ensino-aprendizagem, e responder à sociedade pela qualidade do trabalho educativo realizado. Ele ainda se preocupa com a forma a ser aplicada e deixa alguns cuidados necessários com a prática da avaliação da aprendizagem escolar, que dentre outras é a função constutiva /função diagnóstica: autocompreensão (educador/educando); motivação e crescimento; aprofundamento da aprendizagem e auxiliar a aprendizagem. E para cumprir essas funções o autor faz menção de alguns instrumentos utilizados para operacioná-los: respeitar a intimidade do aluno; construir instrumentos de coleta de dados tais como: articular o instrumento com os conteúdos planejados e ensinados; usar linguagem clara e compreensiva. Quanto ao processo de correção e devolução o autor aconselha que o professor não faça um espalhafato de cores berrantes na avaliação de seu aluno e que ao devolvê-la devolva às mãos do aluno propiciando assim a oportunidade de um dialógico e construtivo entre os dois.
Portanto partindo do pressuposto de que a avaliação da aprendizagem escolar tem sido utilizada de maneira errônia, provocando lacunas na aprendizagem dos alunos, acredita-se que a mesma necessita ser redirecionada.
Luckesi nos mostra que esta pode apresentar-se como um meio de suporte ao educando no processo de assimilação dos conteúdos e na sua formação como sujeito existente e como cidadão ativo. Para isso, cabe ao professor refletir sobre sua prática pedagógica para que haja uma verdadeira mudança no que diz respeito a avaliação escolar.
Este livro apresenta uma linguagem meio complexa, ao mesmo tempo desafiadora aberto aos questionamentos, destina-se a educadores, assim como alunos do curso de pedagogia, licenciaturas e formação de magistério. Nele são encontrados estudos críticos sobre avaliação da aprendizagem escolar; assim como proposições no sentido de torná-la mais viável e construtiva, possibilitando um ganho enorme para o processo ensino e aprendizagem, uma vez que, tanto o aluno e a instituição escolar envolvidas, terão a possibilidade de corrigir os seus rumos, melhorando a eficiência e a eficácia do ensino em geral.
¹Trabalho referente á disciplina Planejamento Educacional e Avaliação Escolar, sob orientação da professora Ana Cláudia Sanches.
² Alunas do Curso de Licenciatura Plena Pedagogia da Universidade Estadual Vale do Acaraú, turma SPDT-12/13, 5° semestre, Belém/PA, 2009.